SETEMBRO
 

SET • SÁB 6 • 21H30 • P.A.
ACTO SEGUINTE – FESTIVAL DE TEATRO DA GUARDA
ComeÇar a Acabar
de Samuel Beckett
ACE / Teatro do BolhÃo
Teatro • 5€ [ASSINATURA DO FESTIVAL 19€] • 80M • M/16

“Começar a Acabar” é um monólogo em que um homem se dirige directamente ao público para contar a sua história. A primeira frase que profere dá-nos, desde logo, o tom do discurso: “Em breve estarei morto finalmente apesar de tudo”. Enquanto espera que chegue a sua última hora, este homem recorda momentos significativos do seu passado: as relações tensas com o pai, que morreu cedo; a ligação terna à mãe, com quem nunca se conseguiu entender; uma infância passada com grande agitação interior; a maturidade decorrida sem amor (“Nunca amei ninguém acho eu, senão lembrava-me”); uma velhice vivida em solidão, sem mulher, filhos ou netos que o entretenham. Mas à medida que as memórias mais insignificantes lhe acorrem ao espírito, o homem evoca também assuntos comezinhos, de forma aparentemente aleatória… “Começar a acabar” valeu a João Lagarto o Prémio da Crítica para Melhor Actor de 2006, atribuído pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e o Globo de Ouro na mesma categoria.
Samuel Becket nasceu perto da cidade de Dublin, numa Sexta-feira 13, em Abril de 1907; talvez por isso se considerasse “pouco dotado para a felicidade”. Entrou cedo no mundo das artes, mas foi com “À Espera de Godot”, “Endgame” ou “Os Dias Felizes”, obras de transformaram o teatro ocidental, que conseguiu o reconhecimento pelo seu trabalho de dramaturgo. Ganhou o Nobel da Literatura em 1969.

Texto Samuel Beckett Direcção, tradução, interpretação João Lagarto Desenho de luz José Carlos Gomes Figurino Ana Teresa Castelo Música Jorge Palma Co-produção Teatro Nacional D. Maria II / ACE - Teatro do Bolhão

   
 

SET 6 a OUT 4 • Foyer do G.A.
Strange love
de Brígida Ribeiro
ExposiÇÃo de fotografia • Entrada Livre • TerÇA A SÁBADO, DAS 17H00 ÀS 20H00 e, em dias de espectÁculo, até as 21h30.

“Strange Love” reflecte a vida de muitos cônjuges, nomeadamente a realidade de muitas mulheres. As relações são sustentadas de diversas maneiras, elas existem enquanto necessidade, um amor necessário. Essa necessidade assenta muitas vezes na dependência económica, na cultura, no sexo, num sonho, na possessão ou por e simplesmente na fuga à solidão.
Brígida Ribeiro é professora de Artes Visuais, licenciada em Artes Plásticas – Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade e em Artes da Imagem, variante Design de Multimédia e Audiovisual pela Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco.

   
 

SET • QUA 10 • 21H30 • P.A.
Para sempre… talvez nÃo
LANÇAMENTO E APRESENTAÇÃO CÉNICA do livro
“entrada livro” [entrada mediante compra do livro • 4€]


Autoras do livro e intérpretes
Ana Rita Costa, Filipa Almeida, Joana Romano, Lara Monteiro, Maria João Lopes e Rita Dinis

“Gerado no âmbito da disciplina de Área de Projecto, e sob orientação do professor José Monteiro, “Para Sempre... Talvez não” pretende dar a conhecer diversos “obstáculos”, curiosidades, dúvidas, erros, problemas que normalmente acompanham a conturbada fase que é a adolescência. Escrito por adolescentes e para adolescentes (e não só!), este livro pretende ainda alertar o público-alvo para, por exemplo, a importância dos métodos contraceptivos. Por outro lado, foi também objectivo das seis autoras dar a conhecer ao leitor diversas perspectivas da abordagem do amor, da mais conservadora à mais liberal, bem como colocar o sexo num patamar onde não existe lugar para tabus. Será que no fim os personagens ficarão juntos para sempre? Pois... “Para sempre... talvez não”.

   
 

SET • SEX 12 • 21H30 • P.A.
ACTO SEGUINTE – FESTIVAL DE TEATRO DA GUARDA
Gengis entre os Pigmeus
de Gregory Motton - Fora de Cena
Teatro • 5€ [ASSINATURA DO FESTIVAL 19€] • 120M • M/16

Titi traz boas notícias, a pena capital foi abolida, ele já não precisa de morrer. O Tio reúne um mandato em nome do povo e Gengis é novamente eleito para dirigir os destinos da nação. Gengis regressa com força renovada e tenta reconstruir o império. Por entre novas estratégias e dúvidas novas, somos conduzidos ao corolário do imperialismo – a obsessão para com o lucro –, à vertigem consumista do Natal, à invenção de novos negócios, a uma declaração de guerra comercial aos E.U.A, a uma viagem às Filipinas. Como única forma de combate Gengis emigra como espião e trabalha numa multinacional norte-americana no Extremo Oriente onde experimenta as vicissitudes de ser assalariado e explorado, e acaba por casar com uma nativa de tamanho ínfimo (Polegarzinho) que apesar de toda a avassaladora exploração o convence a ir para os E.U.A. No final o Tio serve-nos uma chávena de café Arco-iris© -a sua nova marca registada. Afinal aquilo que temos a fazer é seguir em frente e jogar o jogo com o nosso público...
O dramaturgo inglês Gregory Motton nasceu em Londres em 1961. A sua primeira peça foi apresentada em Abril de 1987. Seguiram-se “Ambulância”, “Queda”, “Ao olhar para ti (renascido) de novo”, a peça radiofónica “Lazy Brien” , “A terrível voz de Satanás”, “O Gato e o Rato”, “Forest Mirrors”, “Uma pequena sátira”, “Um monólogo”, “Em louvor do progresso”, “A iIlha de Deus” e “Gengis entre os Pigmeus”.

Tradução, encenação Pedro Marques Interpretação Dinarte Branco, Teresa Sobral, Inês Nogueira, Pedro Marques e Teresa Tavares Cenografia e figurinos Luís Mouro Iluminação Fora de Cena Produção Executiva Pedro Marques e Andreia Ferreira Fotografia Pedro Polónio Produção Fora de Cena

   
 

SET 13 a NOV 2 • Galeria de Arte
escultura - espaÇo - linha
de Maria Lino
Comissariada por Doris Cordes-Vollert
ExposiÇÃo • [inauguraÇÃo no sÁbado, dia 13, Às 18h00 horas] • Entrada Livre
De TeRÇA a Sexta das 16h00 Às 19h00 e das 20H30 Às 23h00 / SÁbados das 14H00 Às 19h00 e das 20h30 Às 23h00 / Domingos das 14h00 Às 19h00

A artista plástica Maria Lino nasceu 1944 no Feital, concelho de Trancoso. Entre 1960 e 1963 frequentou o Curso Geral de Escultura da Escola Superior de Belas Artes do Porto. Mais tarde, de 1964 a 1969 frequentou o Curso Geral de Escultura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. E entre 1970 e 1977 frequentou a Escola de Superior de Belas Artes de Hamburgo (Alemanha), onde residiu até 1997, ano em que regressa a Portugal e ao Feital. Mais tarde cria o Atelier Temos Tempo através do qual dinamiza, a partir de 1995, o Simpósio Internacional de Arte do Feital. Expõe desde 1964 em colectivo e individualmente, sobretudo na Alemanha e em Portugal.
«Através da possibilidade da observação simultânea, na exposição, dos desenhos e das esculturas abre-se a oportunidade de compreender a experiência de visão idêntica como Maria Lino a terá tido na antecipação das representações esculturais durante o desenho. Assim interagem as curvas quentes da madeira com as fortes e batidas pinceladas negras no fundo branco. O que se fecha na figura de madeira ou se apresenta fechado abre-se veementemente no papel. Ao lado da sua independência estética, os desenhos elucidam o processo de ver do modo de trabalho de Maria Lino e ajudam a apreender a sua relação poderosa com o corpo, o espaço e a superfície. Superfícies esculpidas. Enquanto palavras – uma expressão verdadeiramente contraditória», refere no texto de apresentação desta exposição a comissária Doris Cordes-Vollert.

   
 

SET • QUI 18 • 22H00 • C.C.
ACTO SEGUINTE – FESTIVAL DE TEATRO DA GUARDA
HistÓrias em PapelÃo
Aquilo Teatro
Teatro • 2€ [SEM DESCONTOS] [ASSINATURA DO FESTIVAL 19€] • 45M • M/4

Quatro jovens começam a dar os primeiros passos nos caminhos teatrais explorando a voz, o corpo, o gesto, os sons, os objectos e as palavras. A partir de exercícios de treino expressivo, jogos gestuais e improvisações vão surgindo pequenas cenas e breves apontamentos em tom de humor e de absurdo inspirados em situações da vida quotidiana, do imaginário infantil e até do próprio ofício do actor. Nesta peça utilizam-se os elementos mais simples e banais: um tubo de cartão, uma caixa de papelão, uma esfregona e papel de embrulho. Estes materiais de desperdício reciclam-se e pelo poder da imaginação transformam-se magicamente em instrumentos de música, fantoches, chapéus e brinquedos originais. O estilo que caracteriza este trabalho recorre a fontes muito antigas na tradição do teatro de feira, saltimbancos e comediantes ambulantes.

Espectáculo de criação colectiva Encenação Osvaldo Maggi Interpretação Alberto Bidarra, Anabela Chagas, Elisabete Fernandes e Filipe Ruas Adereços e desenho de cartaz Osvaldo Maggi Cartaz João Louro Montagem e operação de luz Luís Andrade Produção Executiva Anabela Teixeira Produção Aquilo Teatro Apoio Câmara Municipal da Guarda, Instituto Português da Juventude e Junta de Freguesia de São Vicente.

   
 

SET • SÁB 20 • 21H30 • G.A.
ACTO SEGUINTE – FESTIVAL DE TEATRO DA GUARDA

A Festa
Mundo Perfeito
Teatro • 7.5€ [ASSINATURA DO FESTIVAL 19€] • 75 M • M/12

Sete amigos juntam-se na casa de um deles para celebrar uma passagem de ano. Todos estão ali porque não têm outro sítio para estar. Mas se tivessem, provavelmente continuariam a estar ali. Durante uma noite de festa, a teia de relações e cumplicidades entre estes sete amigos vai ser posta em causa. Caem as máscaras que cada um usa para esconder ou comunicar a sua personalidade e todos percebem que a face visível daquele círculo de amigos é a ponta de uma iceberg cuja parte submersa é mais negra, dolorosa e autêntica. A Festa é a primeira criação resultante do projecto Estúdios. Este espectáculo tem origem em três workshops dirigidos pelo realizador português João Canijo, por Pavol Liska e Kelly Copper, directores artísticos da companhia americana Nature Theatre of Oklahoma e pelo coreógrafo congolês Faustin Linyekula. Uma criação colectiva posta em cena pela estrutura Mundo Perfeito, criada em 2003, com o objectivo de criar projectos artísticos, culturais e de comunicação e privilegiando a criação de espectáculos de teatro.

Criação Colectiva | Texto Filipe Homem Fonseca, Nelson Guerreiro e Tiago Rodrigues Interpretação Cátia Pinheiro, Cláudia Gaiolas, Joaquim Horta, Marcello Urgeghe, Rita Blanco, Tiago Rodrigues e Tónan Quito Cenário, desenho de luz e video Thomas Walgrave Produção executiva, adereços e fotografia Magda Bizarro Assistente de produção e adereços Moirika Reker Produção Mundo Perfeito e Teatro Maria Matos

   
 

SET • SEX 26 [4 sessões a partir das 20H45] e SÁB 27 [4 sessões a partir das 16H00] • Foyer dos AuditÓrios
ACTO SEGUINTE – FESTIVAL DE TEATRO DA GUARDA

Circo MÁximo
Companhia Marimbondo
Circo • 1€ [sem descontos] [ASSINATURA DO FESTIVAL 19€] • 12M • M/6 • Limitado a 7 espectadores por sessão

Numa mini tenda, um programa completo de circo, onde os actores são todos bananas. O grande mágico Bananini, primo direito de Houdini, o impressionante faquir Mahatma Semdor, Natasha Motokowzki, que atravessa de mota a cúpula do circo em cima de um arame, não esquecendo o freak show que nos vai desvendar os últimos segredos das diversas bananas do nosso planeta… No meio de tudo isto não se espante se no final o convidarem para tomar um delicioso batido. De banana, claro! Circo máximo recebeu o prémio Luc Vincent Award do Festival Internacional de Marionetas de Gent, na Bélgica, em 2006.

Ideia Companhia Marimbondo Texto e encenação Detlef Schafft e Eva Cabral Com Detlef Schafft, Eva Cabral e José Baltazar (e muitas bananas…) Cenários e adereços José Baltazar Bonecos Detlef Schafft e Eva Cabral Desenho de luz José Baltazar Selecção musical Eva Cabral

   
 

SET • SEX 26 • 22H00 • P.A.
ACTO SEGUINTE – FESTIVAL DE TEATRO DA GUARDA
Solitos
Azar Teatro [ESPANHA]
Red de Teatros de Castilla y LeÓn
Teatro • 5€ [ASSINATURA DO FESTIVAL 19€] • 60M • M/16

Espectáculo sem palavras, mas repleto de humor, ironia e melancolia. Trata-se de uma fábula sobre a incomunicação, que conta a história de um casal de empregados dos caminhos-de-ferro cuja existência, silenciosa e monótona, é marcada pelos horários dos comboios, numa relação de gestos repetidos.
A chegada de um observador encarregue do controlo exaustivo do trabalho dos “guarda-linhas”, que ambos hostilizam, faz desmoronar esse quotidiano rigidamente rotineiro, dando lugar a novos encontros e situações. A mudança é trágica e inesperada. Cada um tem de enfrentar o seu próprio vazio. Porém, um vento imprevisto fá-los descobrir que ainda estão a tempo de cumprir alguns dos seus sonhos…

Encenação e dramaturgia Javier Esteban Lamarca Interpretação Mercedes Asenjo, Carlos Tapia e Isaac Bravo Espaço e cenografia Javier Esteban Lamarca Desenho de luz José Luis Cesteros Desenho sonoro Javier Esteban Lamarca Música original Nacho Mastreta Figurinos Azar Teatro Produção Azar Teatro

   
 

SET • SÁB 27 • 21H30 • G.A.
ELOMAR
[BrASIL]
MÚsica • 10€ • 80M • M/4

Elomar Figueira Mello é um dos mais importantes compositores brasileiros da Bahia. Elomar retira da cultura local os elementos chave do seu cancioneiro e das suas composições eruditas. Cantor, compositor e “violonista” com mais de 300 músicas gravadas em 15 discos (5 dos quais a solo e 10 com participações em discos de outros artistas), tem uma vasta obra escrita para instrumentos sinfónicos, música de câmara, solística, operística e concertante. Com o disco “Na Quadrada da Águas Perdidas” recebeu o prémio da crítica de melhor disco da década de 70, pela APCA (1980) e com “Dos Confins do Sertão” recebeu o prémio de melhor disco estrangeiro não europeu no festival Ibero-americano de 1987, na Alemanha.
Ainda que não se sinta integrado ao “mundo erudito” por excelência, mais precisamente ao mundo académico que reclama para si a propriedade do saber, Elomar é pesquisador da música secular, das festas populares do Brasil nordestino e caboclo. Procura no samba tradicional, na chula e nos géneros da cantoria nordestina a expressão da “brasilidade”. Na obra, organiza, remodela e estiliza a cultura popular, consolidando-se como artista que influencia toda uma geração de cantores e cantautores da música nordestina.

Voz e violão Elomar Violão clássico Maestro João Omar

   
OUTUBRO
 

OUT • QUI 2 • 21H30 • P.A.
ACTO SEGUINTE – FESTIVAL DE TEATRO DA GUARDA
A HistÓria do Soldado
por reclusos do estabelecimento prisional da GUARDA • projecto inside out
Org. NAC – CMG / TMG
Teatro • 3€ [ASSINATURA DO FESTIVAL 19€] • 70M • M/12

A intriga é simples. Feliz por regressar a casa, e depois de muito caminhar, o soldado João Broa, adormece na fresca margem de um riacho. Quando acorda encontra a seu lado um caçador de borboletas que lhe propõe uma troca: a tosca rabeca, que o soldado traz no seu saco, por um livro cuja leitura lhe permitirá obter dinheiro, mulheres, poder, em suma o que o soldado julgava constituir a felicidade. Porém, não há livro sem senão nem leitura sem condição…
Inspirada numa lenda russa a História do Soldado, remete-nos para um tema recorrente da cultura ocidental: vender a alma ao diabo por riquezas que jamais se possuirão, por outras palavras, o ambicioso possuído pela ambição. Escrita em 1918, esta obra-prima em miniatura resulta do encontro entre dois grandes criadores do século XX: o escritor suíço Charles Ferdinand Ramuz e o compositor russo Igor Stravinsky.
Este trabalho foi posto em cena no âmbito do projecto Inside Out. Nos meses de Julho e Setembro, o encenador Fernando Carmino Marques orientou um projecto intensivo na área do Teatro com um grupo de reclusos do Estabelecimento Prisional da Guarda. Trata-se da quinta iniciativa no âmbito do Projecto InsideOut que tem por objectivo a participação de públicos habitualmente esquecidos, e a dinamização de actividades criativas, com estes mesmos públicos, para a valorização das suas capacidades.

Autor Charles Ferdinand Ramuz Adaptação Portuguesa Mário Cesariny Encenação Fernando Carmino Marques Interpretação Grupo de reclusos do Estabelecimento Prisional da Guarda Produção NAC - CMG / TMG

   
 

OUT • SÁB 4 • 21H30 • P.A.
FESTIVAL Y #6
Ópera
de Tiago Guedes e Maria Duarte
Co-ProduÇÃo: Quarta Parede - AssociaÇÃo de Artes Performativas da Covilhà e TMG
Transdisciplinar • 5€ [ASSINATURA DO FESTIVAL NO TMG 10€] • 55M • M/12

A ópera, “a obra”, é uma aproximação a um espectáculo total, combinando música, teatro e dança. Mas combina-as segundo uma convenção de base, a de a narrativa ser cantada. E essa convenção é a mais eminentemente artificial. Uma das particularidades dessa ópera a tantos títulos singular que é “Dido & Eneias” de Henry Purcell (1689) é que combina como nenhuma outra uma escala de câmara com a grande escala operática da sua exacerbação passional. Este espectáculo construiu-se, foi-se construindo, sobre a ópera de Purcell. Mas chama-se Ópera e não “Dido & Eneias”. “Dido & Eneias” era a matéria, o texto, libreto e partitura, para ser encenado e matéria a ser trabalhada, supondo a convenção própria da ópera – não a relegando para um elemento da base musical sobre a qual se constrói o movimento e a cena, as cenas, antes tornando presente essa convenção – e as possibilidades da sua escuta.

Ópera a partir de uma ideia original de Tiago Guedes Concepção e interpretação Tiago Guedes e Maria Duarte Música «Dido e Eneias» de Henry Purcell Participação especial Sílvia Figueiredo Assistente da Direcção Artística Pietro Romani Acompanhamento artístico Augusto M. Seabra Figurinos Aleksandar Protich Maquilhagem Sasha para M.A.C. Fotografia João Rodrigues Adereços André Murraças Desenho de Luz e Direcção Técnica Mafalda Oliveira Direcção de Produção Dina Lopes Difusão Marie Roche Produção Materiais Diversos Co-produção Le Vivat, scène conventionnée Danse et Théâtre, Armentières (França) ZDB Negócio, Lisboa (Portugal) | Projecto financiado pela Direcção-Geral das Artes / Ministério da Cultura | Apoio RE.AL, Atelier RE.AL

   
 

OUT • QUA 8 • 14H30 e 21H30 • P.A.
ACTO SEGUINTE – FESTIVAL DE TEATRO DA GUARDA
HistÓria de uma Gaivota e do GATO que a ensinou a voar
de luÍs sepÚlveda • Teatro Art’Imagem
Teatro • 5€ - pÚblico em geral • 2€ - escolas [ASSINATURA DO FESTIVAL 19€] • 80M • M/4

Uma gaivota, vítima da poluição de uma maré negra, confia o seu pequeno ovo a um gato, chamado Zorbas, pedindo-lhe para cumprir três promessas: não comer o ovo; cuidar dele até nascer a gaivotinha; e, por fim, ensiná-la a voar. Zorbas pede então ajuda a três amigos (Colonello, Sabetudo e Barlavento) para tentar levar a cabo a estranha missão de cuidar da gaivotinha. Depois de passarem por muitos perigos para cumprirem as duas primeiras promessas, eles têm que recorrer a alguém muito especial para os ajudar a cumprir a terceira (ensiná-la a voar!) mas, para isso, têm que quebrar o tabu dos gatos…
Luís Sepúlveda, nascido no Chile em 1949, é escritor, jornalista, realizador e grande activista dos direitos humanos. Escreveu, entre outras obras, Diário de um killer sentimental, O velho que lia romances de amor, Patagónia Express e Os piores contos dos irmãos Grim.

Texto Luís Sepúlveda Tradução Pedro Tamen Dramaturgia e encenação Pedro Carvalho e Valdemar Santos Interpretação e manipulação Anabela Nóbrega, Flávio Hamilton, Pedro Carvalho e Valdemar Santos Concepção plástica e cartaz Sandra Neves, Carlos Adolfo, Paulo Martins e Leunam Ordep Execução plástica Sandra Neves, Joana Caetano, Manuela Carneiro e Mónica Almeida Execução cenográfica José Lopes Operação técnica Ricardo Santos Direcção de cena Carina Moutinho Apoio à manipulação Eduardo R. Cunha . Tatán. (Tanxarina Títeres, Galiza) Fotografia de cena Marcos Araújo Direcção Artística Teatro Art'Imagem José Leitão Produção Teatro Art.Imagem

   
    OUT • QUI 9 • 22H00 • C.C.
Orquestra de Guitarras da Guarda
Em colaborAÇÃo com o ConservatÓrio de MÚsica S. JosÉ da Guarda
MÚsica • 2€ [sem descontos] • 60m • m/4

Desde 2001 que tem vindo a ser desenvolvido um intenso trabalho pela Orquestra de Guitarras do CMSJG. Com a experiência acumulada e o aumento do nível dos alunos, decidiu-se constituir o Ensemble de Guitarras da Guarda, que se propõe enfrentar um reportório mais arrojado e interessante. Teremos, assim, oportunidade de ouvir neste concerto alguns exemplos deste novo reportório. Mendelssohn, Villa-Lobos e Carlos Seixas serão alguns dos compositores no programa, que nos reservará também algumas boas surpresas.

   
 

OUT • SEX 10 • 21H30 • P.A.
FESTIVAL Y #6
Gadgets
de Joel Salom [AustrÁlia]
Org. Quarta Parede AssociaÇÃo de Artes Performativas da Covilhà e TMG [em colaboraÇÃo com o Festival Gesto Orelhudo / D’orfeu] • Novo Circo • 5€ [ASSINATURA DO FESTIVAL NO TMG 10€] • 60M • M/6

O extraordinário artista australiano Joel Salom combinando circo e teatro-físico, junta-se ao fantástico duo de multi-músicos extra dotados, para apresentar uma extravagante comédia. Joel junta a sua técnica à mais alta tecnologia para nos proporcionar momentos hilariantes e de “partir o côco a rir”. Gadgets (Engenhocas) inclui o genial e surpreendente “Instrumento musical activado por malabarismo com interface digital”, sistema de som/lazer e o divertidíssimo Eric, o cão robot.

Malabarista/actor Joel Salom
Músicos Marko Simec e Jim Dunlop

   
 

OUT • SEX 17 • 21H30 • P.A.
ACTO SEGUINTE – Festival de Teatro da Guarda
Quadrar a roda
Jens Altheimer
Teatro visual • 5€ [ASSINATURA DO FESTIVAL 19€] • 60M • M/6

«Quando acções disfuncionais se transformam num passatempo funcional e nem a leitura do manual desse jogo te protege… Quando os teus únicos companheiros são de plástico e de metal e te garantem sarilhos, mas não necessariamente a vitória… Quando o controlo sobre tudo é algo que se passa na tua cabeça e não no comando remoto… e a cada momento bolas, desafios, dúvidas e cornflakes se multiplicam… Nesse momento…pois, também não sei muito bem o que devas fazer.» Espectáculo que cruza dispositivos metálicos com a manipulação de bolas, máquinas obstinadas com movimentos frenéticos e efeitos especiais artesanais com um frágil universo pessoal, tanto teatral como físico.

Concepção, encenação e interpretação Jens Altheimer Assistência de encenação Ricardo Batista Colaboração na encenação e dramaturgia Meredith Kitchen e Manuel Wiborg Movimento Meredith Kitchen Concepção e construção das máquinas Nicholas von der Borch Desenho de Luz Jochen Pasternackl Sonoplastia Sérgio Henriques Apoio ao texto Miguel Castro Caldas Fotografia João Paulo Barrinha Produção Loucomotivo – Associação Novo Circo

   
   

OUT • SÁB 18 • 21H30 • P.A.
SÍNTESE – CICLO DE MÚSICA CONTEMPORÂNEA DA GUARDA
Performa Ensemble
Org. TMG e Síntese – Grupo de MÚsica Contemporânea
Música • 5€ [ASSINATURA DO CICLO 7.5€] • 60M • M/4

A vocação do PERFORMA Ensemble, formado com base nos músicos/docentes do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro mas incluindo eventualmente outros membros convidados, é, em primeiro lugar, realizar um investimento real na área da composição e da execução instrumental, através da estreia, divulgação e gravação de obras de autores portugueses, que manifestem interesse num trabalho colectivo e interactivo com os “performers”. Pretende-se assim dar lugar a um intercâmbio de ideias e realizações que permitam uma reflexão teórica, apoiada na prática instrumental e na criação.
O PERFORMA Ensemble interpretará, neste concerto, obras de António Chagas Rosa e João Pedro Oliveira, entre outros.

Flauta Jorge Salgado Correia Clarinete Luís Carvalho Percussão Mário Teixeira Piano Helena Marinho/António Chagas Rosa Violoncelo Valter Mateus Voz Isabel Nogueira

   
  OUT • QUI 23 • 21H30 • P.A.
FESTIVAL Y #6
Uma lentidÃo que parece uma velocidadE
de TÂnia Carvalho
Co-Produção: Quarta Parede AssociaÇÃo de Artes Performativas da Covilhà e TMG
MÚsica/DanÇa • 5€ [ASSINATURA DO FESTIVAL NO TMG 10€] • 45M • M/12


Li esta frase num livro de Jean Cocteau e logo me inspirou. Por implicar movimento quase visível, pelo menos para mim, e ao mesmo tempo por achá-la bastante poética. apeteceu-me logo fazer uma dança dedicada ao que esta frase me fez sentir. Sinto que sou uma coreomaníaca, e cada vez mais. Quanto mais danço, mais me apetece fazê-lo. E cada vez mais me fecho no que a dança é por si só, na sua forma abstracta. Provocadora de emoções, sentimentos, coisas que nem eu sei explicar bem porque gosto de fazer e ver. Gosto desta confusão que é de lhe sentir a essência mas de não conseguir agarra-la. De não saber muito bem porque escolho alguns movimentos, ou até porque chego a fazê-los. Esta frase fez-me pensar nisto tudo que me baralha e me encanta. Nisto tudo que disse e em tudo o que ficou por dizer. Nisto tudo que a dança é.
Tânia Carvalho

Coreografia e Interpretação Tânia Carvalho Música Sonata for piano kvk545 Mozart, ré (avariado) Tânia Carvalho Espaço Cénico e Luzes Daniel Lima Figurinos Aleksandar Protich Textos Patrícia Caldeira Assistência musical João Aleixo Produção Bomba Suicida Co-produção Teatro Camões
   
 

OUT • SÁB 25 • 21H30 • G.A.
TIAGO BETTENCOURT & MANTHA
Música • 7.5€ • 75M • M/6

Falar do Tiago Bettencourt & Mantha não é complicado. O complicado é falar de Tiago Bettencourt sem falar nos Toranja, nas mais de 60 mil unidades vendidas dos Álbuns “Esquissos” e “Segundo”, no single “Carta”, nos discos de Ouro e Prata, nos Globos de Ouro, nas nomeações para os Prémios MTV, nos mais de 200 espectáculos realizados em pouco mais de dois anos, no fenómeno que representou e falou a voz de uma geração, na edição no Brasil, na bem sucedida digressão em terras de Vera Cruz, no Gato Fedorento e inevitavelmente numa paragem que parece não ter fim à vista. Depois do fim de Toranja a nova aventura de Tiago Bettencourt denomina-se de Tiago Bettencourt & Mantha. O álbum de estreia intitula-se “O Jardim”, e foi produzido por Howard Bilerman, que trabalhou com os Arcade Fire, no álbum “Funeral”.

Voz, guitarra, piano Tiago Bettencourt Bateria João Lencastre Baixo Tiago Maia

   
  OUT • QUI 30 • 22H00 • C.C.
Trisonte
Org: TMG em parceria com o OUTONALIDADES
Música • 4€ • 90m • M/4

Trisonte é um projecto que ultrapassa as barreiras estilísticas onde a improvisação e a interacção entre os músicos são as únicas regras. Surgiu da simples ideia de criar um projecto musical sem baixista e explorar as diferentes sonoridades que podem surgir através dessa instrumentação e da improvisação colectiva.

Guitarra, Laptop Ricardo Barriga Sax Alto, efeitos Gonçalo Prazeres Bateria Rui Pereira Teclado Miguel Cordeiro VJ Francisco Ariztia

   
 

OUT • SEX 31 • 21H30 • P.A.
FESTIVAL Y #6
Metamorfoses
de Chiara Picotto e Sofia Figueiredo
Co-Produção: Quarta Parede Associação de Artes Performativas da Covilhã e TMG
Ópera circense electroacústica • 5€ [ASSINATURA DO FESTIVAL NO TMG 10€] • 60M • M/12


Lugares de abandono, vidas arrumadas a um canto...
Fendas...rugas...linhas rendilhadas pelo tempo e o esquecimento...
Que possibilidade tem a matéria de recomeçar a partir daqui...
Que transformação me é permitida quando a morte é já anunciada...
Danço a atracção que reinventa os mundos a partir do pó acumulado...

Criação e Interpretação Chiara Picotto e Sofia Figueiredo Composição Musical Chiara Picotto e Simão Costa Programação Informática Simão Costa Direcção Técnica e Desenho de luz Anatol Waschke Adereços João Calixto e Mathieu Crespin Produção Dolores de Matos, FIAR Centro de Artes de Rua Produção Executiva Andrea Sozzi e João Chicó

   
NOVEMBRO
 

NOV • SÁB 1 • 21H30 • P.A.
SÍNTESE – CICLO DE MÚSICA CONTEMPORÂNEA DA GUARDA
SÍntese – Grupo de MÚsica ContemporÂnea
Org. TMG e SÍntese – Grupo de MÚsica ContemporÂnea
MÚsica • 5€ [ASSINATURA DO CICLO 7.5€] • 60M • M/4

A postura tradicional do músico em cena é um dos princípios que foi alvo de questionamento e de reconstrução nas vanguardas musicais. Para além da comunicação do gesto musical, para lá da necessária comunicação expressiva dos sons, os compositores exigem, frequentemente, aos músicos que sejam mesmo (quase) actores. No segundo concerto do ciclo Síntese, os solistas do Síntese – Grupo de Música Contemporânea farão um percurso em torno do elemento teatral na música de câmara contemporânea.

   
 

NOV • QUI 6 • 22H00 • C.C.
Balla
MÚsica • 4€ • 60M • M/4

A comemorar 20 anos de carreira e depois de ter passado pelos Bizarra Locomotiva, Ik Mux, Boris Ex-Machina e Da Weasel, Armando Teixeira – considerado um dos melhores compositores, músicos e produtores no activo em Portugal – editou em 2008 o disco “RESUMO 2000/2008”, dos Balla, um álbum que reúne temas dos registos “Balla” (2000), “Le Jeu” (2003) e “A Grande Mentira” (2006). Armando Teixeira tem a enorme capacidade de usar a sua música como um filtro que retém partículas de um passado glorioso feito de orquestrações clássicas de gente como Paul Mauriat ou David Axelrod, de ecos de personalidades como Gainsbourg ou Barry White, de géneros como a Soul ou a Chanson, como a pop de todos os tempos e a arte de colagem de fim de século. Tudo é depois condensado, revisto, retocado, reequacionado com muito gosto, com o saber próprio de quem coloca a música acima de tudo o resto.

Voz Armando Teixeira Guitarra Paulo Souza Teclados Ricardo Vasconcelos Baixo Tiago Dias Bateria Lito

   
 

NOV • SÁB 8 • 21H30 • G.A.
Feminine
Companhia Paulo Ribeiro
DanÇa • 7.5€ • 75M • M/12

Cinco mulheres e Fernando Pessoa. Um Pessoa no feminino e de saltos altos. As palavras do poeta desafiam as delas, que se deixam perder pelas suas próprias narrativas. A poética do movimento feminino percorre a peça, misturada com o ardor colocado em cada gesto. Neste universo pessoano elas preocupam-se com o cabelo, usam saltos altos, desdenham do homem e dançam com os corpos que transpiram sensualidade. O movimento é contido, escorreito e desagua num prazer prolongado. E este espaço de sensações é apenas interrompido pela força maior do coreógrafo, de brincar com as suas criações, de as colocar a rir de si próprias. Feminine explora o imaginário pessoano, desta vez, a partir do olhar de cinco mulheres, quatro intérpretes de dança e uma actriz. Depois de Masculine, que estreou no ano passado, Paulo Ribeiro descobre um Pessoa no feminino, explorando mais uma vez as diferentes qualidades das intérpretes. A bola de futebol deu lugar aos saltos altos e a energia masculina ao belo estético, que emociona, que marca e não passa.

Textos fragmentos de “O Livro do Desassossego”, “Ode Marítima” e de outras obras de Fernando Pessoa, com tradução e consultoria de Richard Zenith Direcção e coreografia Paulo Ribeiro Assistente do coreógrafo Peter Michael Dietz Interpretação Leonor Keil, São Castro, Elisabeth Lambeck, Erika Guastamacchia e Margarida Gonçalves Música Nuno Rebelo (com poemas de Fernando Pessoa e vozes de Richard Zinith e Cathrin Loerke Figurinos Ana Luena Iluminação Nuno Meira Co-produção CGD - Culturgest/ IGAEM – Centro Coreográfico Galego Parceiros/Apoio Biarritz Culture, Festival Le Temps d’Aimer e Teatro Viriato Produção Companhia Paulo Ribeiro

   
  NOV • QUI 13 • 22H00 • C.C.
Uxu Kalhus
Org: TMG em parceria com o OUTONALIDADES
MÚsica • 4€ • 90 m • M/4

Uxu Kalhus cedo revelaram a sua vocação de grupo de fusão, mesclando as influências diversas de cada um dos seus componentes para obter um resultado ímpar no panorama nacional e internacional do movimento Folk. O trabalho que o grupo desenvolveu ao longo destes anos reflecte-se no primeiro CD editado (A revolta dos badalos - 2006), onde as composições do grupo alternam com arranjos de danças Portuguesas que até hoje raramente saíram do domínio Folclórico. É assim que o Malhão, a Erva Cidreira, o Mata Aranha, o Saraquité ou o Regadinho adequirem uma dinâmica nova, fracturante com o passado, com ritmos de bateria, baixos jazísticos e arranjos com influências Afro, Ska, Rock, Drum and Bass, Hip Hop, etc.

Vozes e flautas Paulo Pereira Voz e acordeão Celina Piedade Vozes e baixo eléctrico Eddy Slap Vozes e guitarras Tó Zé Bateria Luis Salgado Percussão (músico convidado) Nuno Patrício (Winga) Percussão (músico convidado) Tony Tavares
   
   

NOV • SEX 14 • 21H30 • P.A.
SÍNTESE – CICLO DE MÚSICA CONTEMPORÂNEA DA GUARDA
Síntese – Grupo de MÚsica ContemporÂnea
Org. TMG e Síntese – Grupo de Música Contemporânea
Música • 5€ [ASSINATURA DO CICLO 7.5€] • 60M • M/4

No último momento do Ciclo, o Síntese apresenta três estreias absolutas. Uma obra do compositor Christopher Bochmann, numa encomenda da Câmara Municipal da Guarda, outra da autoria de Amílcar Vasques Dias, encomendada pelo TMG e a terceira de uma jovem promessa da composição, José Carlos Sousa, numa encomenda do Síntese – Grupo de Música Contemporânea.

   
 

NOV 15 a JAN 4 • Galeria de Arte
Günter Grass: o artista plÁstico
Em colaboraÇÃo com o Centro Cultural SÃo Lourenço
ExposiÇÃo • [inauguraÇAo no sÁbado, dia 15, Às 18h00 horas] • Entrada Livre
De TerÇa a Sexta das 16h00 Às 19h00 e das 20H30 Às 23h00 / SÁbados das 14H00 Às 19h00 e das 20h30 Às 23h00 / Domingos das 14h00 às 19h00

Günter Grass nasceu em Danzigue, na Alemanha, a 16 de Outubro de 1927. Depois de uma aprendizagem como canteiro, estudou, entre 1948 e 1952, artes gráficas e escultura na Escola de Belas Artes em Düsseldorf com o professor Otto Pankok. De 1953 a 1956 frequentou os cursos de escultura de Karl Hartung nas Belas Artes de Berlim. Nesse ano, 1952, foi editado o seu primeiro livro com poemas e gravuras, “Die Vorzüge der Windhühner”.
Para Günter Grass, Prémio Nobel de Literatura de 1999, e um dos mais relevantes escritores da Alemanha pós-guerra, escrever e desenhar estão intimamente ligados. Junta-se assim aos duplos talentos da nossa época tais como Oskar Kokoschka, Alfred Kubin, Ernst Barlach, Hermann Hesse e Friedrich Dürrenmatt.
“Enquanto artista visual sou académico, enquanto escritor sou não académico”, diz o artista.
Os seus desenhos, aguarelas, gravuras e esculturas foram apresentados em numerosas exposições na Alemanha e muitos outros países nos últimos 50 anos. A sua obra está representada em importantes museus e colecções privadas, tais como as colecções Ludwig e Würth.

   
 

NOV • SEX 21, SÁB 22 [21H30] e DOM 23 [16H00] • G.A.
COMEMORAÇÕES DO DIA DA CIDADE

Guarda: rÁdio memÓria
Co-produÇÃo: TMG e Trigo Limpo Teatro ACERT para a CÂmara Municipal da Guarda
Teatro • 5€ • 90 M • M/4


A partir do “estúdio” da Rádio Altitude, um locutor conduz uma emissão especial sobre a Guarda que nos transporta para acontecimentos marcantes, divertidos e/ou trágicos da história da cidade. Uns que aconteceram, outros que poderiam muito bem ter acontecido e outros ainda que podem vir a acontecer… Pela emissão vão desfilar personagens, heróis e anti-heróis, poetas e estudantes, almas do além e historiadores, figuras ilustres e não ilustres da cidade. Este é o fio condutor do espectáculo “Guarda: rádio memória” que, à semelhança do que aconteceu com “Guarda: paixão e utopia”, pretende ser um espectáculo festivo e de celebração colectiva da cidade mais alta, que por esta data comemora o seu 809º aniversário. A Guarda está de parabéns e, em palco, actores, músicos, bailarinos e colectividades vão dar vida a esta produção, uma grande festa de aniversário que tem por pano de fundo o imaginário guardense.

Coordenação Geral Américo Rodrigues Textos Américo Rodrigues, António Godinho, Helder Sequeira, Honorato Esteves, Norberto Gonçalves, Osório de Andrade e Rui Isidro Encenação José Rui Martins Direcção Musical César Prata

   
 

NOV • QUA 26 • 22H00 • C.C.
Melech Melaya
MÚsica • 4€ • 60M • M/4

Melech Mechaya é uma viagem festiva pela música klezmer, abraçando também momentos mais delicados e intimistas. Uma viagem pela tradição judaica, unindo aromas árabes, ritmos ciganos e momentos de simples “bate-o-pé”, da Hungria a Israel, dos Balcãs a Nova Iorque. Uma enorme festa não aconselhada a quem tem problemas de coração!

Violino João Graça Clarinete Miguel Veríssimo Guitarra André Santos Contra-Baixo João Sovina Percussão Francisco Caiado

   
 

NOV • QUI 27 • 21H30 • G.A.
COMEMORAÇÕES DO DIA DA CIDADE
Orquestra Nacional do Porto
ORg. CMG • Apoio: TMG • MÚsica • Entrada Livre [mediante levantamento prÉvio do ingresso na bilheteira do TMG] • 110M (com intervalo) • M/4

A Orquestra Nacional do Porto foi criada em 1997 e realizou o seu concerto de estreia como formação sinfónica no dia 1 de Outubro de 2000. Desde então engloba um número permanente de 94 instrumentistas, o que lhe permite executar todo o grande repertório sinfónico desde o Classicismo ao Século XXI. A ONP é a Orquestra residente da Casa da Música desde a sua inauguração, em Abril de 2005, e é parte integrante da Fundação Casa da Música desde Julho de 2006. Para ouvir neste concerto, a “Sinfonia em Dó maior” de António Avondano, a “Introdução e allegro” de Edward Elgar, o “Concerto para dois violinos e cordas em Ré maior”, de Johan Sebastien Bach: Concerto para dois violinos e cordas em Ré menor, BWV 1043”, a “Serenata nr 3” de Gioacchino Rossini e a “Serenata nr 7 ‘Haffner’, KV250 (andamentos 1-4)” de Wolfgang Amadeus Mozart.

   
  NOV • SÁB 29 • 16H00 • G.A.
Festival de MÚsica Coral da Guarda
Org: Centro Cultural da Guarda E TMG
Música • 2€ [SEM DESCONTOS] • 120M • M/4

O Centro Cultural da Guarda promove uma vez mais o Festival de Música Coral da cidade mais alta, que, nesta edição vai contar com as participações do Orfeão de Vila Praia de Âncora, do Coro Municipal Marquês de Pombal, do Orfeão do Centro Cultural da Guarda e do Coral de Letras da Universidade do Porto.
O Orfeão de Vila Praia de Âncora foi fundado em 17 de Março de 1958. Trata-se de uma colectividade já galardoada com Medalha de Ouro do Concelho de Caminha, com Medalha de Honra da Cidade Pontault-Combault, (França), com a Medalha de Mérito Cultural, dourada, do Concelho de Caminha e que foi declarada Instituição de Utilidade Pública em 1980.
O Coro Municipal Marquês de Pombal surgiu em Novembro de 1998 com a direcção do Maestro Carreira Fernandes. Desde então conta com cerca de 40 elementos, com idades compreendidas entre os 12 e 77 anos.
O Orfeão do Centro Cultural da Guarda foi fundado em 1962 por um grupo de guardenses, apaixonados pela música, presidido pelo Dr. José Melo de Carvalho, sucedendo-se os Senhores Padres Geada e Bernardo Terreiro. Desde então a sua vida tem sido um longo peregrinar artístico pelas mais variadas regiões. Dirigido por Gustavo Delgado, o orfeão é composto por 30 elementos.
O Coral de Letras da Universidade do Porto (CLUP) é um coro amador, com sede na cidade do Porto, Portugal, dirigido desde a sua fundação, em 1966, por José Luís Borges Coelho. O CLUP tem o apoio da Reitoria da Universidade do Porto e foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

   
DEZEMBRO
   
 

DEZ • QUI 4 • 22H00 • C.C.
LA Tuna Rastafari
[ESPANHA]
Org: TMG em parceria com o OUTONALIDADES
MÚsica • 4€ • 75 M • M/4

Dez jovens músicos que produzem, desenham e improvisam. Uma banda que tem por missão animar todos os palcos por onde passa. Sons imaginativos combinados com humor, compenetração e muita surpresa à mistura. La Tuna Rastafari surgiu em Morraço (Galiza) em 2005 tendo por base músicos de outras bandas locais, que tinham em comum o gosto pela música. O seu repertório de imaginativas letras e música promete pôr todo o público a dançar.

Bateria Cacho Baixo Markitos Guitarra e teclado Máster Acordeão Juli Trompete Luis Saxofone Carlos Saxofone Iria Trombone Carminha Voz Cunani Voz e Guitarra Alex

   
 

DEZ • SEX 5 • 14H30 [Sessão para grupos]
21H30 [SessÃo para famÍlias] • P.A.

À Procura do Ó-Ó Perdido
Lua Cheia Teatro para Todos
Marionetas • 2€ [tarde] • 5 € [noite] • 45M • M/4

Um bebé adormece no pequeno jardim no meio da praça. Durante o sono, um passarinho apodera-se do seu ó-ó branco e macio e leva-o para longe no céu. Quando acorda, o bebé fica triste por não encontrar o seu ó-ó. Este é o ponto de partida para um espectáculo simples, mas ao mesmo tempo poético e mágico, que leva crianças muito pequenas a uma enriquecedora experiência estética através de temas que dizem respeito ao seu próprio universo.

   
 

DEZ • SÁB 6 • 21H30 • G.A.
Trova da Guarda
Arlindo de Carvalho
Música • 7.5€ • 90M • M/4

Arlindo de Carvalho estreou-se como cantor em Paris em 1966. Depois, percorreu a Europa cantando em muitas universidades e liceus, em prestigiadas salas de espectáculos e em programas de rádio e televisão em Paris, Hamburgo, Berlim, Munique e outras cidades. Participou, como cantor convidado, nas campanhas de Olof Palme de 1976 e 1979. Isso permitiu-lhe, depois, cantar um pouco por toda a Suécia. A sua obra abrange estilos de música popular que vão desde o minhoto ao açoriano, com predominância da Beira, incluindo ainda fados de Lisboa e Coimbra e obras para grupos corais. Ao TMG ele vai trazer a “Trova da Guarda”.

«…homens como Arlindo de Carvalho já não sofrem as agruras do exílio concreto, mas continuam presos à saudade da própria terra em que vivem. E é essa saudade que tentam exprimir por música e por palavras é essa saudade que cantam – não sendo de estranhar que a toada tradicionalmente nostálgica da balada coimbrã esteja presente em cada compasso.», escreve o maestro António Vitorino d’Almeida, sobre o disco “Canções à Beira Terra”, de Arlindo de Carvalho.

Voz Arlindo de Carvalho Guitarra portuguesa Manuel Gomes Guitarra clássica Fernando Gomes Piano Mário Rui Baixo António Rato Percussões José Vitorino

   
  DEZ • QUI 11 • 22H00 • C.C.
Gil e Vicente – Uma Viagem de Barca ao Inferno
Mau Artista
Teatro • 4€ • 60M • M/12

Dois “clowns” em tropelias pela viagem que Gil Vicente propõe de Barca até ao Inferno. Um espectáculo enérgico onde o trabalho físico dos actores é determinante para o desdobramento dos personagens que nascem e morrem constantemente no actor. Uma abordagem que, apesar de cómica, pretende focar igualmente o lado trágico que a morte tem para cada um de nós. Num breve instante revemos o caminho que construímos e percebemos o destino que nos reserva a eternidade. Um jogo de adereços e luz que, agindo em consonância com a fisicalidade, formam uma base de sustentação dos texto original. O texto não sofrerá alterações, mas todos os jogos cénicos permitem uma leitura alternativa da obra, focando alguns aspectos que nem sempre são abordados no contexto da sala de aula, oferecendo uma modalidade diferente de leitura da obra.

Obra Original “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente Encenação Paulo Calatré Interpretação Nuno Preto e Pedro Damião Cenografia e Figurinos Ricardo Preto e Teresa Corte Real Desenho, montagem e operação de Luz Francisco Tavares Teles Fotografia Paula Preto Responsável artístico Paulo Calatré Consultora Pedagógica Virgínia Maria dos Santos Coutinho Produção Executiva Marta Lima e Ana Santos Produção Mau Artista

   
 

DEZ • SEX 12 • 21H30 • P. A.
Concerto dos Laureados do Concurso de Piano da Cidade da Guarda
Org. ConservatÓrio de MÚsica de S. JosÉ e TMG • MÚsica • 2€ [SEM DESCONTOS] • 60M • M/4

Os jovens pianistas laureados do 1º Concurso Nacional de Piano da Cidade da Guarda, que decorreu em Maio passado, dão a conhecer ao público do TMG, neste concerto, o melhor do seu talento.

Pianistas Maria Laura Nunes, Cláudia Inês Fernandes, Pedro Oliveira, Marta Patrocínio, Maria Leonor Lopes, Pedro Lopes e Nuno Cernadas.

   
  DEZ • SÁB 13 • 21H30 • G.A.
Rui Veloso Acústico
Música • 15€ • 75M • M/4

Rui Veloso, considerado por muitos o “pai” do Rock português, iniciou a carreira em 1980 com o disco“Ar de Rock”. Desde então, não mais parou. A sua carreira musical de mais de 25 anos, lado a lado com o letrista e compositor Carlos Tê, está recheada de sucessos e de temas incontornáveis na música portuguesa como “Chico Fininho”, “Lado Lunar”, “Todo o tempo do mundo” ou “A rapariguinha do Shopping”. O mais recente disco de originais, o décimo terceiro da carreira de Rui Veloso, intitula-se “A espuma das canções”.
Voz, Guitarras e harmónica Rui Veloso Baixo e voz Zé Nabo GuitarrA Miguel Mascarenhas Voz e Guitarra Berg Voz e Guitarra Paulo Ramos Bateria Carlos Miguel
   
 

DEZ • QUI 18 • 22H00 • C.C.
OsMaVaTi
MÚsica • 4€ • 60M • M/4

OsMaVaTi foi criado no final de 2007 no âmbito da disciplina de Música de Câmara da Licenciatura em Ensino de Música da Universidade de Aveiro. Desde logo os variados gostos musicais levaram o grupo a fugir um pouco à regra da Música Clássica e enveredar por outras áreas. O repertório da banda varia da música tradicional judaica à húngara, passando pela música romena, argentina, irlandesa e portuguesa...

Requinta e Clarinete Óscar Saraiva Clarinete Manuel Lemos Clarinete Vasco Valente Clarinete baixo Tiago Soares Percussão Andrés Pérez Percussão Leandro Teixeira

   
A PAREDE [Café Concerto]
 

SET • 9 a 27 • Exposição • Entrada Livre
Os Frutos do ParaÍso
[Inserido no projecto Inside Out] Org: NAC - CMG / TMG

Durante o mês de Maio, o clown, actor, encenador e formador argentino Osvaldo Maggi orientou um grupo de idosos do Lar e Centro de Dia de Videmonte, dinamizando com eles um intenso trabalho de construção de objectos ligados à natureza, recorrendo ao uso de material reciclado. A iniciativa foi desenvolvida no âmbito do Inside Out, projecto que conta com a participação de públicos habitualmente esquecidos e que visa a valorização das suas capacidades. Alguns dos trabalhos realizados vão estar agora expostos no Café Concerto.

   
  OUT • 7 a 26 • Exposição • Entrada Livre
CortegaÇa
de SÉrgio Gamelas

Fotografias da Praia da Cortegaça. «Micro paisagens transformadas, fruto de um acaso», da autoria de Sérgio Gamelas, arquitecto.
   
  NOV • 4 a 23 • ExposiÇÂo • Entrada Livre
MÁs caras e outras carantonhas
de Delphim Miranda

Por essas e por outras, é que a algumas destas não lhes “desenhei” as bocas… Às minhas primeiras (?) Máscaras, ou “Más Caras”, como lhes chamei na altura, “engraxei-as”, tentando com essa técnica de acabamento, torná-las naquilo que não eram, feitas de couro: eram máscaras mascaradas, disfarçadas… Mais recentemente, sem disfarces, suspendi algumas, para que o meu grande amigo João Maria André, filósofo de profissão, poeta de coração dissertasse a partir delas. Foi a exposição “Rostos Suspensos”, que corre o País. Porquê as máscaras (?): para além das solicitações para o Teatro, para as minhas Marionetas, é a preparação frente aos espelhos, das máscaras diárias que transporto sempre comigo, para enfrentar o que nos rodeia?... Não é mais que suficiente?...
Delphim Miranda
   
  DEZ • 2 a 21 • INTERVENÇÃO • Entrada Livre
Where were you in…
de JosÉ Vieira

Uma agência de viagens para artistas? Uma agência promotora de concertos? Não, é mais um projecto artístico do Artista Desconhecido. Desta vez como uma agência virtual de viagens... a concertos. Na ideia de viagem desprende-se um espaço de memória. Memória pessoal, arrebatada da experiência pessoal vivida, e memória colectiva na visita a locais de culto, museus, espaços patrimoniais ou, porque não, concertos.
José Vieira nasceu em 1962, na Guarda, Portugal. Vive e trabalha em Coimbra. Licenciou-se em Pintura pela ARCA-EUAC. Mestrado em Comunicação Estética pela Escola Universitária das Artes de Coimbra (em fase de defesa de dissertação sobre Autoria na Arte Digital).